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Avaliação da Utilização do Pseudocaule da Bananeira como Material Adsorvente para a Remoção de Cor de Efluentes
Última alteração: 2013-11-19
Resumo
Neste estudo foi avaliada a capacidade adsorvente do pseudocaule da bananeira, um resíduo agrícola que gera grande quantidade de biomassa e é abundante na região do Vale do Itapocu, na descontaminação de ambientes poluídos. O objetivo principal é avaliar o possível emprego, em escala industrial, deste material na remoção de cor. Os estudos foram realizados em sistema de batelada, avaliando-se a influência da concentração inicial do corante e da temperatura na quantidade máxima adsorvida. Para a realização dos estudos, adicionaram-se às soluções aquosas contendo diferentes concentrações do corante (azul de metileno ou verde de malaquita), sob agitação e temperatura controlada, quantidades fixas do pseudocaule da bananeira, sendo este material adsorvente previamente triturado, separado conforme o tamanho e formato da fibra e tratado adequadamente. Nos estudos de adsorção a 25 °C, a isoterma de adsorção do azul de metileno registrou uma quantidade máxima de adsorção da ordem de 2,8x10-4 mol.g-1, enquanto para o verde de malaquita a saturação do adsorvente ocorreu com 4,2x10-5 mol.g-1. A temperatura tem pouca influência no processo de adsorção do azul de metileno em pseudocaule da bananeira, com a quantidade máxima adsorvida diminuindo com o aumento da mesma. Os ensaios de dessorção do azul de metileno do adsorvente apresentaram resultados positivos quando isopropanol e propanona foram utilizados como solventes. Estes resultados demonstram que o pseudocaule da bananeira apresenta elevada capacidade adsorvente quando comparado a vários outros materiais, contudo, estudos cinéticos e termodinâmicos são necessários a fim de demonstrar a viabilidade do seu emprego em escala industrial.
Palavras-chave
adsorção, resíduo agrícola, tratamento de efluente
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